Otimismo Flexível

Primeiramente é importante esclarecer que otimismo não é sinônimo de irrealidade ou de carinhas amarelas sorrindo. O tema foi profundamente estudado pelo PhD. e fundador da Psicologia Positiva, Martin Seligman durante 25 anos.

Em segundo lugar, é natural e até mesmo salutar, que tenhamos em alguns momentos, ideias pessimistas. O problema é quando elas se tornam recorrentes e passamos a enxergar tudo de maneira permanentemente negativa.

Portanto,  não estamos falando do otimismo absoluto e incondicional que deve ser aplicado em todas as situações, mas sim do otimismo flexível. Aquele ao qual podemos recorrer em alguns situações e ao qual também não devemos recorrer, dependendo da situação.

Otimismo em Foco

Você se desalenta com facilidade?  Quando você pensa no futuro sua mente é inundada com pensamentos ruins e catastróficos?

Se a sua resposta for “sim” ou “sim, na maioria das vezes”, provavelmente você cultiva o pessimismo há um bom tempo. E isso tornou-se um hábito de mente arraigado que tem como consequências o humor deprimido, a resignação e até mesmo saúde física fraca.

Ser otimista não significa sorrir o tempo todo ou ver o mundo com lentes cor de rosa, como aqueles que têm a Síndrome de Pollyanna, procurando extrair algo de bom e positivo em tudo, – mesmo nas coisas mais absurdamente desagradáveis.

Quando Não Devemos Recorrer ao Otimismo

Existem situações às quais não devemos recorrer ao otimismo, é o o caso de um acidente automobilístimo, de morte da família ou de um divórcio.

Uma pequena dose de pessimismo é útil em algumas situações. E o mais incrível é que ele é especialmente bom justamente quando nos sentimos otimistas demais. É o exemplo de um negócio no qual nos saímos bem anteriormente e temos altas expectativas de sermos bem-sucedidos novamente; podemos esbanjar autoconfiança, sentirmo-nos superiores e ficar muito relaxados.  Nesse caso, uma pequena dose de pessimismo pode nos deixar alertas e nos dar uma percepção mais exata da realidade.

Otimistas x Pessimistas

Otimistas e pessimistas passam pelos mesmos contratempos e tragédias da vida, mas os primeiros conseguem enfrentá-los de melhor forma.

Para Seligman, os pessimistas acreditam que os infortúnios durarão a vida toda e que não há nada que possam fazer… “Isso é para sempre” – é o que pensam – e tudo isso acontece por culpa deles próprios.

Já os otimistas, quando passam por adversidades idênticas, pensam de maneira diferente. Para eles, os problemas ou as derrotas são passageiros, não atribuem a si a culpa do que está acontecendo e tendem a pensar: “É só o momento, isso vai passar”.

Consequências

A forma com que pensamos a respeito da situação têm consequências: pesquisas da Psicologia Positiva revelam que pessimistas se entregam mais aos problemas e sentem-se mais deprimidos, enquanto os otimistas saem-se melhor nos estudos, no trabalho, nos esportes, têm mais saúde e experimentam mais emoções positivas como o perdão e a gratidão. E se ambos aspiram um cargo melhor, os otimistas geralmente triunfam mais.

Da mesma forma, a Psicologia Positiva comprova que a união entre dois pessimistas não dá certo.

Ninguém está fadado a ser pessimista para sempre. De hoje em diante, quando passar por alguma adversidade comece dizendo a si mesmo: “Isso vai passar.” Não é uma solução definitiva, mas posso garantir que é um bom começo para se tornar mais otimista.
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