Injustiça

Quando éramos crianças nossos pais nos disseram que a vida não era justa e provavelmente crescemos e descobrimos que isso era verdade. Quase todos nós, em algum momento, sentimos este gosto amargo que é ser injustiçado por alguém ou em alguma situação. Se ao ler essas primeiras palavras você se lembrou imediatamente de um episódio que vivenciou, essa experiência lhe marcou significativamente, então é muito provável que a virtude da justiça seja relevante na sua vida.

Às vezes  esta situação adquire uma importância tão grande, que assume o comando dos nossos pensamentos e comportamento.

O Julgamento Precede a Injustiça

Antes de sermos injustos com alguém, geralmente emitimos nosso julgamento. Mesmo que seja de forma velada.

Por isso é importante observar fatos e situações de forma imparcial, sem julgar a pessoa. Analisar o fato em si. Tendemos a emitir nossa opinião baseada  em nossas percepções, em nossa visão de mundo.

Julgamentos geram injustiças que impactam nos relacionamentos interpessoais, gerando inimizades, mágoas, discórdias e ressentimentos profundos. Antes de rotularmos os outros como injustos é importante avaliarmos se praticamos a parcialidade e a justiça em nossa vida.

Segundo a Psicologia Positiva, a justiça é uma virtude. Ela engloba forças ou virtudes cívicas que garantem uma vida saudável em comunidade tais como a cidadania, a imparcialidade e a liderança.

Sentimento de Injustiça

Quando um sentimento de injustiça invadir seu pensamento, seja pela dificuldade em lidar com o chefe que não reconhece o seu trabalho,  por alguém não lhe dar o merecido valor  ou quando foi apanhado por uma daquelas surpresas desagradáveis da vida, é necessário tomar medidas emergenciais antes que o seu cérebro se fixe nessa situação.  Daniel Goleman, um dos maiores pesquisadores da Inteligência Emocional, intitula essa condição como “Sequestro da Amígdala” – é quando não conseguimos pensar em outra coisa a não ser naquilo que está nos perturbando.

Quando nos sentimos injustiçados podemos pensar que  “isso só acontece comigo” ou “não nasci para ser feliz”. Esse sentimento de vitimização pode abalar sua autoestima, gerar um comportamento defensivo, queixoso e/ou desconfiado e às vezes gerar um quadro depressivo.

Pergunte a si mesmo se essas situações estão, de fato, fora do seu controle ou se, pelo contrário, há algo que você possa fazer para mudar o modo como se relaciona com esse sentimento de injustiça.

O que Podemos Fazer com Relação à Injustiça

Algumas estratégias são importantes para lidar com essa situação, ficar revoltado ou fazer justiça com as próprias mãos não é o melhor caminho. É preciso mudar o pensamento com foco no quociente de positividade, buscando ressignificar o passado e as situações constrangedoras transformado-as em aprendizado e mudanças para melhorar o futuro. Reorientar o foco, optar por focar naquilo que é verdadeiramente importante e construtivo na sua vida e na das pessoas do seu círculo de influência.

Especificamente no contexto laboral, seja com a chefia ou colegas, procure compreender os motivos da situação constrangedora que gerou as injustiças, não seja precipitado ou perca o autocontrole. Dê um passo atrás, analise a situação antes de decidir qualquer coisa.

Diga para si mesmo que tudo ficará bem e aborde a situação pacificamente, o que não significa passividade. Fale diretamente com pessoa que o julgou de forma errada, com transparência e assertividade, sempre mostrando os fatos, com o intuito de amenizar o sofrimento vivenciado e restaurar a justiça.

Faça o que estiver ao seu alcance, sem ressentimentos e sem desejo de vingança, sem tornar-se uma pessoa amarga.

Não Somos mais Crianças

Nossos pais por nos amarmos e para nos protegermos nos alertaram contra as injustiças da vida, mas crescemos e amadurecemos e hoje somos adultos e não mais crianças. Não é necessário reforçar essa crença limitante e ver o mundo como injusto, não precisamos enxergar os outros como malvados e a nós mesmos como vítimas inocentes.

Uma Prática para Lidar com a Injustiça

Nosso sentimento de injustiça esmaece quando sentimos o perdão em seu nível mais profundo. A Psicologia Positiva nos ensina a praticar o perdão que  significa a libertação de um vínculo negativo com a fonte que nos transgrediu. Essa fonte pode ser nós mesmos, outras pessoas ou uma situação fora de controle. Perdoe-se pelos erros, decisões, escolhas, atitudes cometidas, perdoe outra pessoa por nos ter lhe transgredido de alguma forma e perdoe as circunstâncias por algo que lhe aconteceu (infortúnio, morte na família, etc).

Tenha a disposição de abandonar o ressentimento em relação àquilo que o prejudicou e siga em frente com a sua vida!

Platão já dizia:

Quem comete uma injustiça é mais infeliz que o injustiçado.

Nesse sentido, Napolleon Hill, um dos homens mais influentes no mundo de negócios escreveu:

Temos uma enorme vantagem sobre as pessoas que nos caluniam ou que nos fazem uma injustiça propositada: o poder de perdoá-las!

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

formacao-coaching2