conexão social

Solidão é aquela sensação de isolamento ou rejeição social que traz grande sofrimento psíquico. Ela interrompe nossas habilidades de pensamento e força de vontade. Além disso, causa inflamações e prejudica nosso sistema imunológico. É tão ruim quanto a obesidade ou fumar 15 cigarros por dia.

Pessoas solitárias experimentam mudanças no cérebro que as faz ver os rostos humanos como ameaçadores, tornando mais difícil para elas se relacionar com os outros.

A solidão é um problema generalizado, ocorre nos ricos e pobres e em todas as faixas etárias, das crianças no parquinho até os idosos da quarta idade.  Mas é mais recorrente em idades mais avançadas.

Porque a solidão é maior em idades mais avançadas

Quando somos mais jovens somos mais abertos, é mais fácil fazer amigos e nos relacionarmos com outras pessoas. Além do mais, temos menos hábitos, manias ou preconceitos.

A medida que a idade avança, muitos de nós acredita que já sabe tudo, ficamos muito exigentes, seletivos demais… Isso nos torna intolerantes (chatos mesmo), provocando o isolamento social, que é o contrário de conexão social.

Criando Conexão Social

O contrário da solidão não é simplesmente estar com outras pessoas. O que contrapõe a solidão é a conexão social, obtida pelo relacionamento interpessoal positivo. É com ele que podemos combater a solidão indesejada.

Jhon Caccioppo e outros estudiosos pesquisaram o tema, chegando a 4 tipos de intervenções, sendo a última a mais eficaz:

1) Motivar a interação social

Trata de reunir as pessoas. É uma estratégia interessante, mas juntá-las não significa necessariamente, acabar com a solidão. É o caso dos estudantes reunidos em uma sala de aula. Para alguns significa interação social, para outros representa somente que estão juntos somente mesmo motivo (estudar), não mais que isso.

2) Desenvolver habilidades sociais

Baseia-se na ideia de que as pessoas são solitárias porque suas habilidades sociais são pouco desenvolvidas. Quando nos sentimos sozinhos, nos sentimos vulneráveis e nos concentramos demais em nós mesmos. É muito difícil sermos empáticos e termos compaixão. Perdemos as habilidades sociais e dificilmente as reencontramos nesse estado.

3) Receber suporte social

Aqui a ideia central é “curar” a solidão com o apoio das pessoas. É o que o Reino Unido fez recentemente, nomeando a Ministra da Solidão para cuidar da população solitária. Mas ainda assim pode não ser o suficiente. Se todas as pessoas que recebessem apoio não se sentissem sós, aquelas que recebem cuidados profissionais em um hospital não se sentiriam solitárias nunca. Embora elas sintam-se apoiadas socialmente quando precisam, isso não será suficiente para tirá-las da solidão.

4) Reconstruir nosso modelo mental

Envolve o autoconhecimento e a compreensão dos motivos pelos quais o cérebro entra em estado autopreservação. Esse modelo de conexão social é orientado por dois elementos:

I) Entender sobre o que pensamos sobre nós mesmos  e sobre os outros, que muitas vezes pode ser equivocado. O pré-julgamento nos afasta. É preciso testar hipóteses para comprovar se estamos realmente certos ou errados. Em uma festa você pode falar com os outros e lhes dar uma chance ou simplesmente imaginar que não seria aceito e nem mesmo ir à festa…

II) Entender que a solidão está relacionada ao egocentrismo. Quando mais nos preocupamos conosco mesmos, maior o egoísmo e mais nos afastamos das outras pessoas.

O Fim da Solidão

Para trabalhar a solidão, criar conexão social e relacionamentos positivos é necessário trabalhar nosso modelo cognitivo. Esse tema tem uma profunda relação com a Psicologia Positiva.

A solidão é, na maioria das vezes, retroalimentada por nós mesmos. Quanto mais sós nos sentimos, mais sós permanecemos.

Entramos em estado de autopreservação e ficamos vigilantes e pouco abertos às outras pessoas, deixando de criar relacionamentos interpessoais saudáveis e positivos.

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