Diante da Crise

Nesse mundo líquido e especialmente agora no Brasil, é muito comum ouvirmos aqueles jargões de autoajuda empresarial do tipo: “Para mim não tem crise”, “No meu negócio, não sei o que é crise” ou “Estou tirando onda na crise”.

Essas pessoas colocam os óculos com lentes cor-de-rosa e insistem na Síndrome de Poliana enquanto os mais sensatos enxergam claramente os reflexos da crise em suas vidas e negócios.

A importância da autenticidade em meio aos negócios

Pessoas que gostam de mostrar que sua grama é mais verde, apresentam-se como inteligentes e espertas, fazem parecer que o resto do mundo é burro, ignorante e passivo. Selfie’s-ostentações nas redes sociais de empresários (geralmente os micros e pequenos) mostrando-se em restaurantes elegantes, fechando grandes negócios, é o que não faltam. Observe que é muito difícil vermos grandes empresários com esse mesmo comportamento.

Isso faz aumentar a ansiedade e angústia dos demais que assumem terem sido afetados pela crise. Mas nem tudo que reluz é ouro. Noventa e nove por cento das pessoas que mostram sucesso financeiro, são justamente aquelas que não o tem. Passam a vida toda frenética e desesperadamente procurando por ele.

O fato é que todos nós, de uma forma ou de outra, fomos afetados pela crise. Se você assumiu isso, ótimo, você é um brasileiro consciente e normal. Assim como outras pessoas racionais, você agirá com moderação nesse momento.

Não tente parecer o que não é

Recentemente, em reunião com um grande amigo e consultor financeiro de muitas organizações, falávamos sobre esse assunto. Durante a conversa e ele me afirmou: “Quem disse que não foi afetado pela crise, está mentindo.

A fala dele, direta e categórica, trouxe luz a realidade das empresas. A crise está longe de ser um problema dos menos afortunados. Ela existe e todos nós fomos afetados psicológica ou economicamente por ela.

Podemos citar alguns reflexos da crise nas empresas: desmotivação da equipe, medo generalizado, receio de investir, restrição de crédito, adiamento de compras de grande valor, queda do faturamento, diminuição da margem de lucro, redução do capital de giro, aumento do nível de descontos, aumento da inadimplência, etc. Isso só para citar alguns exemplos.

Aprenda como a vulnerabilidade pode ser benéfica para o seu negócio

Por outro lado, “Se não estamos bem de saúde, também não estamos à beira do túmulo.” Esse também não é o momento para ansiedade e desespero com ações desordenadas. Agora é o momento para centramento, calma, análise de vários cenários e se for o caso, reestruturação da empresa. Se por um lado não podemos ignorar, por outro lado não podemos nos abater diante da crise.

Essa instabilidade é, de alguma forma benéfica pois nosso senso de sobrevivência é ativado e ficamos mais atentos aos movimentos à nossa volta. Prestamos mais atenção à detalhes que antes passavam desapercebidos, como pequenas despesas que quando somadas, formam quantias consideráveis.

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