Inteligência Emocional x Racionalidade e Conhecimento

Existe uma preocupação generalizada com o desenvolvimento da racionalidade em nossas crianças e jovens. Isso faz sentido porque é por meio dela que eles entrariam em vestibulares, concursos concorridos e conseguiriam bons empregos.

Até hoje muitas pessoas acreditam que grande quantidade de conhecimento é sinônimo de sucesso na vida. Isso não é verdade. Conhecimento só não basta, ao menos na grande maioria das profissões. Por isso, a educação emocional é tão importante.

O fato é que desde a infância somos educados para termos sucesso na vida. Aliás, essa é uma das palavras mais utilizadas em todo o mundo. Todos queremos ser bem-sucedidos.

E uma grande quantidade de conhecimento é o veículo condutor para o sucesso.  “Então, estude!” É o que todos dizem.

É óbvio que o conhecimento é importante, quanto mais o temos, melhor é nosso raciocínio e compreensão, menos reféns ficamos de outras mentes e mais possibilidades de boas escolhas.  Isso faz um grande sentido.

Mas com grande concentração na aquisição de conhecimento formal (inglês, português, história, geografia, matemática, etc), o aspecto emocional ficou negligenciado por anos, enquanto ele deveria ser igualmente ensinado. E isso faz durante a vida toda. Muitas pessoas fracassam por não terem desenvolvido a Inteligência Emocional desde a infância.

Educação Emocional

Em algum momento da vida, os jovens com grande quantidade de educação formal e pouca educação emocional deparam-se com uma série de situações para as quais não estão preparados. Não sabem lidar com adversidades comuns da vida como conflitos interpessoais, pressões, fracassos, competição ou injustiça. Como resultado, ficam ansiosos, deprimidos, frustrados ou medrosos. Não conseguem pensar corretamente ou agir. Ficam parados no estacionamento da vida.  A consequência é que podem ser inteligentes intelectualmente, mas são analfabetos emocionais.

Em 1995 Daniel Goleman já afirmava que o ideal é que a Inteligência emocional (IE) fosse ensinada desde a infância, dentro de casa, com pais também equilibrados, com famílias inteligentes emocionalmente. E depois essa educação emocional seguiria por meio da escola, outro importante meio social. Mas atenção: somente podemos ensinar IE se nós a tivermos. Não ensinamos o que não sabemos.

Por isso os governos e as escolas estão se mobilizando para combater o analfabetismo emocional. As competências socioemocionais serão ensinadas desde o ensino infantil. É uma forma extraordinária de preparar nossas crianças e jovens para a vida.

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