DEPRESSÃO: A TRISTE JORNADA DO DESAMPARO APRENDIDO

Depressão: o nível máximo do pessimismo e da desesperança.

Não poderia deixar de escrever como psicóloga e pesquisadora, sobre o triste fim daqueles que perderam a esperança e se entregaram ao desamparo aprendido principalmente, em fases mais maduras da vida.

Infelizmente, temos vários casos. Robin Williams (63 anos), Walmor Chagas (82 anos)… e vários outros que atentaram contra a vida. Muitos deles, nunca chegaremos a saber…

Recentemente, tivemos o suicídio do ator Flavio Migliaccio, que ao que tudo indica, não suportou mais viver. Assim, tirou a própria vida. 

Particularmente, lamento profundamente pela sua morte. Primeiro como psicóloga. E segundo como sua fã.

Certamente foi um ator talentoso e de sucesso com atuação em tantas novelas, séries, programas e que fez parte da minha infância, adolescência e juventude. Dotado de talento, e impulsionado pelos seus esforços, conseguiu levar leveza, humor e alegria para muitos lares.

Uma geração inteira se deliciou com o personagem de Migliaccio, o Sr. Chalita do Seriado humorístico “Tapas & Beijos“.

Apesar de alegrar tantos, não encontrou felicidade para si.

Não sabemos exatamente o que houve, a não ser pelas palavras descritas por ele em uma carta.

Podemos ao menos, tentar entender a situação e contribuir para que não ocorra com outras pessoas.

Porque as Pessoas Atentam Contra a Própria Vida

As possibilidades de a pessoa atentar contra a própria vida geralmente estão relacionadas a não encontrar significado para ela.  Em resumo, significa que vivem, mas sem razão para viver.

Outro agravante pode relacionar-se ao momento de Pandemia do Coronavírus, uma vez que a solidão e o isolamento também contribuem para a tristeza e a depressão.

Outra hipótese é a desesperança. Sem esperança, a pessoa sente uma sensação de vazio, não encontra alimento para a alma.

Tudo isso contribui para o que o psicólogo positivo Prof. PhD. Martin Seligman denonima de Desamparo Aprendido.

Refere-se a um tipo de comportamento impotente, em que a pessoa suporta estímulos aversivos, dolorosos ou desagradáveis, sentindo-se incapaz de evitá-los, ainda que seja possível fazê-lo.

Em resumo, Isso ocorre quando ela se vê diante de problemas insolúveis. Consequentemente, demonstram passividade, aprendizado lento, tristes e por fim, depressão

Assim, ela recebe a dor e sofrimento sem lutar pois tudo que faz parece que não têm efeito, nem sentido.

Ao menos, é o que podemos supor na carta de Migliaccio.

A Carta

O ator, ao que parece, estava em um quadro de possível depressão profunda. Assim, deixa uma missiva de despedida, antes do suicídio.

Nela ele escreve que a “humanidade não deu certo”.  Fala das limitações do envelhecimento, as quais não conseguiu suportar.

De forma subliminar, a carta mostra a falta de significado, de esperança e o excesso de pessimismo em suas tristes palavras.

Segundo Seligman, pessoas deprimidas ou com impulsos suicidas se preocupam com virtude, propósito, integridade e significado.

A Solução da Depressão

Enfim, é preciso despertar a preocupação para encontrarmos possíveis soluções.

Certamente como psicóloga e pesquisadora, encontro respostas nas intervenções positivas e psicoterapias positivas, propostas pela Psicologia Positiva.

De fato, as forças e virtudes pessoas são como um para-choque contra as desordens psicológicas e podem ser a chave para a resiliência dessas pessoas.

Seligman relata que observou crescimento e transformação de pacientes de todas as idades, quando percebem quanto são fortes. Mesmo que reconheçam que não podem mudar seu passado, ainda sentem que têm o futuro em suas mãos.

Da mesma forma, mesmo que ele perceba que é bom em algo, compreende que é elogiado em outras áreas.

Em muitos casos, segundo Seligman, as psicoterapias positivas são mais eficazes que medicamentos, e nos dão respostas e resultados no tratamento da depressão.

Isso porque os terapeutas positivos não aliviam simplesmente o sofrimento, e sim, ajudam a construir forças e virtudes. 

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