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Existem temas que nunca perdem sua atualidade. O lado sombra é um deles.
Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, o lado sombra, também chamado do “lado obscuro” é aquela parte do inconsciente que não reconhecemos plenamente em nós mesmos, que temos a tendência a esconder, rejeitar ou manter fora da consciência.
A grande maioria de nós desconhece esse lado. Isso significa que certos traços estão escondidos não apenas dos outros, mas de nós mesmos. Muitas vezes, não os enxergamos como parte da nossa personalidade ou evitamos entrar em contato com eles.
Esse é o lado sombra da nossa personalidade. Em suma, é o que preferiríamos não ser. São aspectos de nós mesmos que não se encaixam na imagem que construímos sobre quem acreditamos que deveríamos ser.
Por conseguinte, ocorre quando a pessoa diz: “Não gosto de aparecer”; “Sou feliz, não me importo com a opinião dos outros”; “Sou fitness, não como doce.” Mas na verdade é a primeira a sair na foto; importa-se intensamente com a opinião dos outros e o seu armário é repleto de guloseimas.
Logo, quando esses aspectos aparecem nos outros, costumam provocar rejeição ou julgamento.
A sombra é frequentemente projetada em outra pessoa. Para isso, tendemos a criticar ou condenar comportamentos alheios, afastando o olhar daquilo que não reconhecemos em nós mesmos.
Com efeito, podemos viver com um falso ar de superioridade moral. Enquanto percebemos os outros como imorais, incoerentes ou destrutivos, mantemos a imagem que somos corretos e justos.
Não reconhecer a própria sombra leva à percepção distorcida de si mesmo, que pode resultar em conflitos internos, relações difíceis e repetição de padrões problemáticos.
Já reconhecer esse lado significa entrar em contato com conteúdos conscientes que influenciam nossas emoções, escolhas e comportamentos em diferentes áreas da vida.
O nascimento da nossa sombra ocorre ao longo do desenvolvimento, especialmente quando éramos crianças e de alguma forma, aprendemos que certos sentimentos, impulsos ou comportamentos não são aceitos.
Toda vez que recebíamos uma crítica, punição ou não atendíamos as expectativas externas, nos afastamos de nós mesmos. Inconscientemente nos separamos do nosso “eu autêntico” para assegurar nossa sobrevivência emocional. Assim, nascia a nossa sombra que nos acompanha desde essa época.
A sombra fica à espreita, permanece latente e aparece de maneira indireta.
Ainda segundo Segundo o coach e escritor Frederic Laloux, autor do livro Reinventando as Organizações, sobre o peso emocional de uma sombra no contexto social:
A estabilidade social carrega o custo de vestir uma máscara, de aprender a nos distanciar de nossa natureza única, de nossos desejos pessoais, necessidades e sentimentos; em vez disso, adotamos uma persona aceita socialmente.
Mas ainda assim, é possível perceber a atuação da sombra em momentos que agimos de forma desmedida, automática ou desproporcional às situações.
Assim, pense no seu comportamento e responda:
– Quais têm sido suas reações diante das situações que lhe incomodam na área pessoal e profissional?
– O que diz a si mesmo quando erra ou fracassa? É compassivo ou um autocrítico cruel?
– De que forma tem autossabotado seu próprio sucesso?
– Em situações de comparação, como reage ao sucesso do outro? Consegue comemorar genuinamente ou surgem sentimentos como inveja ou irritação?
O primeiro passo é reconhecer o seu lado sombra, para depois, saber como lidar com ele.
Esse lado pode incluir tudo que esteja fora da luz da consciência. Diferente de uma visão puramente negativa, esses aspectos podem ser manifestar tanto de forma construtiva quanto destrutiva.
Para Carl Jung todos carregamos uma sombra que pode se manifestar de duas maneiras:
a) Positiva: a pessoa fica hipersensível, manifesta intensidade emocional, excessivamente apaixonada e/ou atraída por algo ou alguém.
b) Reativa:: reações vingativas, agressivas, invejosas, mesquinhas, raivosas ou defensivas.
Independente da forma, a sombra empobrece nossa personalidade pois limita a consciência de quem nós somos.
Além disso, mantê-la afastada exige grande esforço psíquico. É preciso muita energia para esconder constantemente de nós mesmos os nossos aspectos indesejados.
Ainda assim, reconhecer ou ignorar a sombra é uma escolha. Ao invés de continuar sob a sua interferência inconsciente, é possível assumir responsabilidade por ela.
Por isso, é importante reconhecê-la e depois, aprender como lidar com ela. Esse é um passo essencial no processo de autoconhecimento e desenvolvimento humano



Artigo muito bacana, conciso e de leitura agradável também!
Artigo muito esclarecedor para mim, que sou escritor e busco o meu autoconhecimento.
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Artigo muito bacana, conciso e de leitura agradável também!
Artigo muito esclarecedor para mim, que sou escritor e busco o meu autoconhecimento.