MEDO DE MUDANÇAS: A LUTA INGLÓRIA

Passar por “altos e baixos’ faz parte da vida. E a forma como você internaliza essas experiências pode estimular o nosso desenvolvimento pessoal ou alimentar nossos medos.  Tudo isso está relacionado a forma como compreendemos as mudanças. Entretanto, se no passado as coisas não aconteceram como você gostaria e isso lhe causou algum sofrimento, consequentemente, poderá verá o futuro como ameaça potencial.

Contudo, o ritmo das mudanças não diminuirá, pelo contrário, só aumentará. Se você se esconder debaixo da mesa e esperar que elas passem, acabará morrendo ali mesmo. Por isso, apegar-se não é a solução.

A Vida é Feita de Mudanças

Afinal, não há como apegar-se às coisas, a vida é feita de mudanças. Combatê-las seria uma luta inglória, como a história do cavalheiro Dom Quixote. Na sua insanidade, ele lutou contra os enormes moinhos de vento, que representavam seus inimigos. Entretanto, tudo era fruto da sua imaginação.

Nesse sentido, podemos considerar as mudanças inimigas e assustadoras ou aliadas e oportunas.

E o que o medo tem a ver com mudanças? Quem sente muito medo apega-se à sua zona de conforto, não gosta de mudanças. Segundo o PhD. e economista Michael Singer, essa pessoa:

Tenta criar um mundo previsível, controlável e definível em torno de si – um mundo que não estimule seus medos.

Afinal, passa a vida tentando criar condições de segurança e controle.

E assim, o mundo se torna assustador e a ameaçador. No final do dia o indivíduo sente-se esgotado e estressado.  À noite vai dormir e iniciam-se as ruminações mentais de situações passadas e das futuras. Ele imagina os mais terríveis cenários. Tudo se torna “eu contra eles; “aquilo que não me preocupa é bom; aquilo que me perturba não é”. Inicia-se um ciclo interminável de pensamentos negativos que alimentam o medo de tudo e de todos, principalmente das mudanças.

Tudo Muda

Porém, tudo está mudando de forma significativa em pouco tempo. A forma de comprar mudou. O modo de fazer seu trabalho mudou. Talvez seus colegas de trabalho tenham mudado, o sistema de informática mudou. E é preciso você acompanhar tudo isso para continuar existindo.

Definitivamente, resistir às mudanças ou lutar contra elas é como descer de um tobogã muito íngreme, o único jeito de chegar inteiro lá em baixo é entregar-se à queda, em vez de resistir a ela.

Para Singer, quando tentamos dominar as situações para não nos perturbarem, sentimos que a vida está contra nós e ela se torna um fardo pois temos que brigar com todos e controlar tudo. A alternativa é praticar o desapego, sair da zona de conforto e parar de lutar contra a vida. Aceitar que muitas  mudanças são incontroláveis, somente assim, podemos enxergá-las como oportunidades.

4 thoughts on “MEDO DE MUDANÇAS: A LUTA INGLÓRIA

  1. Avatar
    Adalberto Mendes says:

    Belo texto! É fato que no início a mudança assusta, mas com o tempo aprendemos que a mudança é um fator “sine qua non” para a evolução. Obrigado pelo envio.

  2. Avatar
    Maria Alice da Silva says:

    Percebo que sou muito resistente a mudanças, isso gera um sentimento de superação e desafio. Procuro me desafiar a cada necessidade de mudança. Não é fácil, mas a cada mudança realizada é um degrau que subo no meu desenvolvimento como pessoa e profissional.

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