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Não há como falar da liderança transacional sem falar da liderança transformacional.
Inicialmente, ao longo dos anos, a liderança tem suscitado inúmeros estudos e teorias, cada uma refletindo o seu tempo. Algumas delas se tornaram clássicas e têm sido utilizadas cada vez mais pelas organizações que buscam e acreditam no líder como um dos grandes diferenciais e impulsionadores do negócio.
De forma geral, os modelos buscam a prosperidade material e psicológica, humanização, inspiração, autenticidade e principalmente, um olhar para o futuro.
Nesse sentido insere-se o conceito de James MacGregor Burns, professor, cientista político e autoridade mundial em estudos sobre liderança. Em seu livro “Leadership” (1978) ele fala das características e benefícios de um modelo intitulado Liderança Transformacional. O conceito iniciou na área política depois foi complementado posteriormente pelo colega acadêmico e estudioso do comportamento e liderança, Bernard Bass, que o levou para as organizações.
Entretanto, vale dizer, quanto mais os líderes são voltados para a Liderança Transacional, é possível que se afastem da Transformacional.
A Liderança Transacional é caracterizada, como o próprio nome sugere, em grande parte, por trocas transacionais puras e simples. A motivação dos colaboradores é baseada na obediência e em recompensas extrínsecas (externas).
Não queremos dizer que isso não é importante, todos nós queremos ser recompensados financeiramente pelas nossas entregas.
O problema é quando a gestão se fixa nesse modelo de liderança e não observa outras possibilidades que ocorrem em outros tipos de liderança.
O Modelo Transacional foi muito utilizado em épocas passadas em que punições e recompensas eram a principal forma de motivação. Logo, é baseado na autoridade, troca e recompensa. “Você faz e recebe por isso.”
Com efeito, a ideia de recompensa proporcional ao seu desempenho é bastante forte. Assim, o colaborador é motivado pelas trocas transacionais como prêmios, pagamentos, bonificações, etc. Seu trabalho e suas entregas são quantificáveis em dinheiro ou trocar materiais, “quanto mais eu faço, mais eu recebo”.
Dessa forma,
A Liderança Transacional geralmente promove e incentiva a especialidade e trabalhos técnicos, que rendem recompensas individuais. E como sabemos, os trabalhos técnicos são pautados na entrega individual (EU) e não no coletivo (NÓS).
A famosa “hora técnica” é fruto desse modelo de liderança.
De maneira geral, nesse conceito, as motivações intrínsecas, o propósito e a colaboração ficam em segundo plano. O líder permanece centrado nas entregas atuais (faz o que tem que fazer agora), sem antecipar-se aos problemas ou planejar o futuro.
O foco está nos processos e no cumprimento de suas agendas. É um modelo bastante pautado no fazer e quase nada no pensar ou sentir, tão importante na gestão contemporânea.
Vale ressaltar que na Liderança Transacional praticamente, é regida pela supervisão direta, pautada no cumprimento de entregas que fazem parte da rotina diária e orientadas pelo comando hierárquico entre líderes e liderados. Nesse caso, o gestor é mais um chefe eficaz do que um líder.
Finalizando, vale ressaltar que o modelo de Liderança que contrapõe a Transacional é a Transformacional. A primeira caracteriza-se pela manutenção do status-quo, ao passo que a segunda concentra-se nas mudanças.
Artigo desenvolvido em parceria com a Profa. Dra. Yeda Oswaldo



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