Autogestão: primeira competência para o futuro do trabalho.
Existe um crescente interesse pela autogestão, impulsionado pela natureza cada vez mais dinâmica e mutável do trabalho.
Nesse contexto, as organizações modernas buscam formas de se estruturar com menos níveis hierárquicos ou hierarquias mais enxutas, tornando os ambientes de trabalho mais inovadores, ágeis e enriquecedores. Ao mesmo tempo, procuram atrair, desenvolver e reter talentos.
Autogestão nas Organizações
A autogestão surge com maior força no cenário pós-pandêmico e está relacionada em especial, ao futuro da gestão ou reinvenção das organizações, em que os profissionais supervisionam e escllnem sua própria conduta e escolhas.
Ela parte do pressuposto que o colaborador é capaz de gerenciar a si mesmo, de maneira autônoma, sem a necessidade de se reportar a um superior da hierarquia organizacional.
Existem exemplos bem-sucedidos de autogestão relatados por Fréderic Laloux em seu livro Reinventando as Organizações, considerado por muitos, o livro da década das organizações modernas. Nessas empresas, as pessoas fazem a autogestão, trazendo para si a responsabilidade pelas suas decisões, ações, projetos e entregas.
De fato, sem a figura do chefe, o profissional assume o protagonismo pelas suas escolhas, por isso, a maturidade e o bom senso são fundamentais. Autogestão é o protagonismo em ação, assim, parece ser a preferência e escolha dos altos executivos para as suas organizações.
Viabilidade da Autogestão
Pesquisa realizada pela Indeed (2021) com 132 CEOs, 95% responderam que a autogestão é a primeira competência para o futuro do trabalho. Nesse modelo, a autoridade é distribuída, dando clareza das atribuições, com o máximo de autonomia para cada integrante da organização, que segue um conjunto de acordos e regras firmados antecipadamente, preferencialmente, em conjunto.
De fato, trata-se de uma proposta interessante para os colaboradores, que percebem maior autonomia e liberdade para execução de atividades, sem a figura do “chefe” para gerenciá-los.
Da mesma forma, a autogestão se torna viável para a empresa. Podem-se citar algumas vantagens:
- Maior entrega e comprometimento dos profissionais
- Maior engajamento
- Maior flexibilidade para mudanças
- Menor turnover
- Mais estímulos para o trabalho em equipe
- Maior compromisso com os resultados
- Níveis de felicidade e bem-estar elevados
Vale ressaltar que tudo isso é muito atrativo, mas não acontece sem competências essenciais e individuais que precisam ser desenvolvidas, observe quais são nesse artigo: Vida sem chefe: habilidades para autogestão.
A figura do líder informal, no entanto, pode existir nesse modelo de gestão.
Artigo desenvolvido em parceria com a Profa. Ma. Elaine Dias.
Uma resposta
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