COMO CONDUZIR CONVERSAS DIFÍCEIS

Embora sejam necessárias, a maioria de nós evita as conversas difíceis por temermos possíveis resultados negativos.

Para uns pode ser mais desgastante do que para outros, mas sabemos que essas situações invariavelmente aumentam nossos níveis de ansiedade e estresse, levando-nos a duvidar se ter a conversa é realmente uma boa alternativa. No entanto, na maioria dos casos, não tê-la pode ser pior ainda, o que cria um dilema:

Não há como saber se será bom ou ruim se ela não acontecer.

Reconhecendo Conversas Difíceis

Os escritores Douglas Stone, Bruce Patton e Sheila Heen são estudiosos do tema e afirmam que “tudo aquilo que você considera difícil de falar e tenta evitar” é uma conversa difícil. Comparam-na a uma granada de mão que “revestida de açúcar, atirada forte ou suavemente, ainda causará danos”.

As conversas difíceis são parte da nossa vida e sempre serão um desafio. Até certo ponto elas podem ser evitadas, mas em alguns casos não temos saída senão afrontá-las e chamar para nós essa responsabilidade. Em algum momento seremos obrigados a ter essa interação com os outros, como nos casos de término de uma relação, o rompimento de um contrato, demitir um colaborador, dentre outros.

A inabilidade de transformar conversas difíceis em diálogos produtivos é a principal causa das demissões e um alerta para os empresários e empreendedores. Segundo a Você S/A e a Folha de SP mais empresas entram em falência e são fechadas por divergências entre sócios do que por equívocos no planejamento financeiro ou por falta de capital.

Ao ter uma conversa difícil a ideia principal não é a de fazer com que os outros concordem com o que queremos, tampouco do ganha/perde (eu ganho e ele perde e vice-versa) mas sim a de mudar sua atmosfera, transformando-a em uma conversa produtiva e focada na solução do problema e nas necessidades de cada um.

11 Dicas para Lidar com Conversas Difíceis

Seguem 11 dicas práticas que poderão auxiliá-lo na compreensão e condução de uma conversa difícil:

  1. Reconheça a necessidade da conversa e que o assunto precisa ser resolvido.
  2. Prepare-se emocionalmente – equilibre-se – pessoas que se autoconhecem e percebem suas emoções e a dos outros têm mais sucesso nessas situações.
  3. Convide seu interlocutor para a conversa – caso haja uma recusa não leve como afronta, pergunte quando vocês podem retomar o assunto, de quanto tempo ele precisa (alguns dias, uma semana).
  4. Crie uma expectativa positiva: não pense negativamente, certamente você quer que algo mude para melhor, então pense positivamente – em como se sentirá depois da conversa com um bom desfecho.
  5. Esteja disposto a ouvir a outra parte sem julgamentos.
  6. Não crie pressupostos ruins: “se eu ceder vou parecer um fraco” – não há nenhum problema em ceder ou reconhecer um erro.
  7. Seja assertivo – expresse pensamentos, sentimentos e vontades sem agredir o outro, de forma serena e firme.
  8. Não encontre culpados, encontre soluções e atender as necessidades de cada um.
  9. Não ofenda e não reaja a ofensas – a outra parte vai perceber que você está disposto a resolver a situação de forma equilibrada e profissional.
  10. Evite perguntas inquisidoras do tipo “por quê você fez aquilo?” – trabalhe com técnicas de coaching por meio de perguntas menos invasivas “e se” ou “o que você acha de”.
  11. Encerre o assunto: quando a solução for aceita, não prolongue a conversa, repita cortesmente o que foi acordado “então decidimos adiar a compra”.

E sobretudo, lembre-se:

para ter uma conversa difícil com o outro, é preciso tê-la primeiro com nós mesmos.

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