COMO LIDERAR NO MUNDO BANI

Mundo BANI

Esteja consciente para liderar no mundo BANI.

As mudanças estão cada vez mais velozes e o mercado cada vez mais inconstante.  A sensação de desatualização, a impotência, o medo, a insegurança, situações difíceis de se prever, a instabilidade, caminhos ambíguos e antagônicos, são algumas das características desse novo normal. Tudo é para ontem e ao mesmo tempo, parece tão confuso e caótico, gerando um sentimento de que nada pode ser feito.

Nesse contexto as organizações precisam desenvolver seus líderes para que juntos com os seus times, consigam enfrentar as crises nesse ambiente que é chamado pelo sociólogo futurista Jamais Cascio de mundo BANI.

BANI é o acrônimo de palavras em inglês que significam Brittle (Frágil), Anxious (Ansioso), Nonlinear (Não linear) e Incomprehensible (Incompreensível). Todos esses elementos exigem readaptação, novas formas de pensar e agir das lideranças  para enfrentar os desafios de toda ordem, superá-los e ainda assim entregar resultados positivos.

Dessa forma, para combater as adversidades desse novo mundo é necessário desenvolver determinadas habilidades nos líderes, que por sua vez devem disseminá-las junto ao time por meio de estratégias eficazes. Sem elas dificilmente a organização terá sucesso.

Estratégias para Liderar no Mundo BANI

Passamos agora às estratégias para enfrentar o Mundo BANI, considerando cada um de seus quatro elementos.

a) Combatendo a Fragilidade

A resiliência, capacidade de recomeçar ou voltar rapidamente ao estado original após passar pelas adversidades é especialmente útil nesse contexto, portanto desenvolvê-la junto a todos é fundamental para enfrentamento dos desafios.

Outro ponto que combate esse elemento é o senso de propósito. Isso significa disseminar o sentido de existência da empresa e identificar quanto ele tem a ver com os propósitos individuais. Assim, todo o empenho e o esforço extra, farão sentido.

b) Trabalhando a Ansiedade

O líder pode ajudar seus times a gerir melhor as emoções negativas como medos, incertezas e ansiedade, mas antes disso, ele mesmo precisar trabalhar com as suas próprias. Para combater o mundo ansioso é preciso inteligência emocional e levar o equilíbrio emocional ao time, não entrar em pânico quando algo não der certo, agindo com calma e sabedoria.  A ansiedade também pode ser combatida com duas emoções fundamentais para enxergar o futuro de forma mais positiva: a esperança e o otimismo.

d) Enfrentando o Não Linear

A falta de linearidade acarreta a imprevisibilidade que pode ser combatida pela criatividade, uma força pessoal e uma das soft skills mais valorizadas em todos o mundo. O líder pode encontrar junto com o seu time, soluções inovadoras, criativas e diferenciadas para o enfrentamento dos problemas. Essa é uma ótima oportunidade de todos participarem e de incentivar o espírito de equipe.

e) Compreendendo o Incompreensível

O excesso de informações pode sobrecarregar a capacidade de qualquer pessoa de entendê-las. Nesse caso, o líder pode utilizar sua intuição, aquela voz interior e instintiva que diz algo importante. Intuição não tem nada de sobrenatural, significa “olhar para”, é ter visão. Trata-se de uma combinação entre a lógica e a emoção que ocorre fora do nível de consciência, por isso não sabemos explicar muito bem como ela opera, mas sabemos que funciona.

A diversidade de comportamentos, ideias e visões  também trazem luz aos caminhos sombrios e permite a evolução conjunta.

Enfim, liderar no mundo BANI é ter competências fortalecedoras que permitam transformar desafios em crescimento e evolução.

8 thoughts on “COMO LIDERAR NO MUNDO BANI

  1. Robson Santos says:

    Olá Yeda e Elaine!
    Gostei muito do artigo e realmente precisamos aprender a liderar e a viver em mundos em transformação. Na minha opinião vivemos um mundo VUCA junto com o mundo BANI pois vejo muitas similaridades entre os dois modelos. Saudades! Abraços.

    • Profa. Ma. Elaine Dias says:

      Perfeito, querido Robson, de fato existe uma sobreposição dos dois mundos.
      Abraços e saudades também.
      Yeda/Elaine

  2. José Américo Dinizz says:

    O artigo proprociona uma ótima reflexão para pensarmos de forma mais estratégica e também afetiva as relações que tecemos em nosso dia-a-dia, seja no trabalho com os colaboradores ou demais grupos de interação social. Parabéns pela iniciativa e obrigado por oportunizar esse momento de reflexão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *