HOWARD GARDNER: O QUE É INTELIGÊNCIA

As empresas bem-sucedidas desenvolvem pessoas de forma contínua e assim, obtém os resultados que precisam. Elas utilizam os pontos fortes de seus colaboradores para obter o máximo de sua contribuição. Empregam sabiamente a inteligência de cada pessoa nos serviços e negócios. Elas criam sinergia e colaboração, em que os pontos fortes de uma são adicionados aos de outras, gerando uma força coletiva que produz  melhores resultados.

Mas afinal, o que é inteligência?

Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harward criou o conceito de “Teoria das Inteligências Múltiplas (TIM)”. Em seu livro “Estruturas da Mente”, lançado em 1983, ele questiona a visão tradicional que considera inteligentes aquelas pessoas que possuem habilidades relacionadas à intelectualidade como a verbal, a lógica e a matemática.

Com isso, Gardner revolucionou as bases conceituais do que seria inteligência. Antes dele, acreditava-se que somente pessoas com níveis mais elevados de QI (Quociente Intelectual) estavam predestinadas ao sucesso.

Logo, com o conceito pluralista da mente reconheceu-se que toda pessoa é dotada de múltiplas inteligências, possuindo graus variados de cada uma delas. E todas são importantes e podem ser utilizadas favoravelmente para obter sucesso na vida.

Essa teoria revolucionária instigou outros pesquisadores como Daniel Goleman a explorar outros tipos de inteligência como a  Inteligência Emocional e Robert Sternberg que também propôs outras  tipologias. Todas igualmente válidas, diga-se de passagem.

As Inteligências Propostas por Gardner

Gardner classificou sete categorias de inteligência, sinteticamente elencadas a saber:

  1. Inteligência verbal-linguística: capacidade em lidar com as palavras (oralmente ou por escrito). Domínio e apreciação especial pelos idiomas e pelas palavras e pelo desejo em explorá-los.
  2. Inteligência lógico-matemática: capacidade de lidar com o número e a lógica, de confrontar e avaliar objetos e abstrações.
  3. Inteligência musical: capacidade de perceber, discriminar, transformar e expressar formas musicais. Incluem-se, sensibilidade ao ritmo, tom ou melodia, e timbre.
  4. Inteligência visual-espacial: utilização de imagens espaciais para abordar problemas ou codificá-los, sendo possível explorar a linguagem e/ou imaginação para resolvê-los.
  5. Inteligência corporal-cinestésica: inteligência voltada para o físico, com talento para controlar os movimentos do corpo e lidar com objetos.
  6. Inteligência interpessoal: habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros e valorização das interações sociais.
  7. Inteligência intrapessoal: capacidade de autoconhecimento e adaptação em decorrência dele.

Mais tarde, com o avanço nos estudos da TIM, incluiu-se mais duas delas:

  1. Inteligência naturalista: habilidade para o reconhecimento e a classificação de diversas espécies de fauna e flora ou formações naturais como montanhas ou pedras.
  2. Inteligência existencial: capacidade de refletir e ponderar sobre questões básicas da vida.

Todos nós possuímos todas essas inteligências e somos capazes de desenvolvê-las, mas temos maior aptidão em uma do que em outras. Por isso, conhecê-las é fundamental para seguir uma trajetória de carreira que potencialize as mais fortes.

Da mesma forma, as organizações podem incentivar o uso da TIM em seus colaboradores, tendo assim, maiores contribuições, gerando êxito na resolução de problemas ou criação de produtos e serviços.

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