AUTOGESTÃO: O PROTAGONISMO EM AÇÃO

autogestão

Autogestão: primeira competência para o futuro do trabalho.

Existe um crescente interesse pela autogestão, na mesma proporção da natureza mutável do trabalho.  Cada vez mais as organizações modernas buscam maneiras de se organizar de forma menos hierárquica, para tornar os locais de trabalho mais inovadores, ágeis e enriquecedores e ao mesmo tempo, atrair e reter os talentos.

Autogestão nas Organizações

A autogestão surge com maior força no cenário pós-pandêmico e está relacionada em especial, ao futuro da gestão ou reinvenção das organizações, em que os profissionais supervisionam e filtram sua própria conduta e escolhas.

Ela parte do pressuposto que o colaborador é capaz de gerenciar a si mesmo, de maneira autônoma, sem a necessidade de se reportar a um superior da hierarquia organizacional.

Um exemplo brasileiro bem-sucedido de autogestão é a Eduzz, empresa de tecnologia e uma das principais plataformas de gestão e venda de infoprodutos do Brasil. A empresa está sediada em Sorocaba e possui aproximadamente 500 pessoas contratadas.  Na Eduzz, as pessoas fazem a autogestão, trazendo para si a responsabilidade pelas suas decisões, ações, projetos e entregas.

De fato, sem a figura do chefe, o profissional assume o protagonismo pelas suas escolhas, por isso, a maturidade e o bom senso são fundamentais. Autogestão é o protagonismo em ação, assim, parece ser a preferência e escolha dos altos executivos para as suas organizações.

Viabilidade da Autogestão

Pesquisa realizada pela Indeed (2021) com 132 CEOs, 95% responderam que a autogestão é a primeira competência para o futuro do trabalho. Nesse modelo, a autoridade é distribuída, dando clareza das atribuições, com o máximo de autonomia para cada integrante da organização, que segue um conjunto de acordos e regras firmados antecipadamente, preferencialmente, em conjunto.

De fato, trata-se de uma proposta interessante para os colaboradores, que percebem maior autonomia e liberdade para execução de atividades, sem a figura do “chefe” para gerenciá-los.

Da mesma forma, a autogestão se torna viável para a empresa.  Podem-se citar algumas vantagens:

  1. Maior entrega e comprometimento dos profissionais
  2. Maior engajamento
  3. Maior flexibilidade para mudanças
  4. Menor turnover
  5. Mais estímulos para o trabalho em equipe
  6. Maior compromisso com os resultados
  7. Níveis de felicidade e bem-estar elevados

Vale ressaltar que tudo isso é muito atrativo, mas não acontece sem algumas competências essenciais e individuais que precisam ser desenvolvidas.

Artigo desenvolvido em parceria com a Profa. Ma. Elaine Dias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *